Comida Se Tempera Com Cultura Francisco Nilton Castro

Santo-amarense criado sob os olhares fraternos das pretas velhas e, portanto, muito próximo da cozinha, Francisco Nilton Castro estabelece em pouco mais de 200 páginas um novo conceito de culinária. Com a maestria dos grandes chefs, o autor tempera receitas com fatos históricos, aproxima arte e religião e com saborosas pitadas de cultura e geografia, dá gosto e sabor a uma leitura que não se prende a mesmice dos livros de receitas.

LITERATURA, HISTÓRIA E CULINÁRIA

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Na verdade, "COMIDA SE TEMPERA COM CULTURA", extrapola os segredos escondidos entre pratos e panelas, uma vez que revela as origens e utilidades de alimentos e ervas através de um dicionário minucioso (com mais de três mil verbetes), que cumpre o papel de separar o joio do trigo. Aspectos econômicos e científicos ajudam a entender o "menu" do Brasil colônia até os dias atuais, passando pela mesa da coroa ao cardápio popular.
Cada página tem sabor próprio, como aquelas contendo críticas apimentadas sobre comentários equivocados ou afirmações sem embasamento. "Disseram que a maniçoba era iguaria pertencente à cozinha afro. Uma simples consulta ao Aurélio ensinaria que a palavra vem do Tupi mani'hob, portanto autenticamente indígena, integrante da cozinha marajoara", corrige o maître/escritor.

Não por acaso, Francisco Nilton Castro traça um perfil da formação da culinária brasileira a partir da contribuição das culturas indígena, africana e portuguesa, resultando no que ele classifica de cozinha regional, no capítulo onde revela as várias maneiras de tratar, fazer e comer alimentos nas diversas regiões do país. Da carne de sol a batata frita, do bacalhau ao acarajé, da mariscada a feijoada, são mais de 450 receitas, além de pesos e medidas, métodos e processos.

Filho do recôncavo baiano Nilton Castro passeia, com conhecimento de causa, pelas oferendas, pelo maculelê e o samba de roda, mantendo a autenticidade da culinária profana e de preceitos. Como descreve a atriz, cozinheira e gourmet Regina Dourado, autora do saboroso 'Quero comer!!!', "este é um livro que mistura, faz a massa e dá o ponto certo. A cada página você se surpreenderá e deleitará com informações tão inusitadas e raras, que fazer comida e comer ganham conotações de ancestralidade e magia". Enfim, uma delícia para ler e degustar. Vale lembrar que a obra tem o patrocínio do Grupo Bompreço através do Programa de Incentivo Cultural - FazCultura.


Nada mais revelador de um povo que a sua comida! A prática e o gosto culinário traduzidos em ingredientes, modos de fazer, quantidades, rituais de preparo, rituais no servir... tudo, tudo revela aquele povo, suas tradições a abrangência e especificidade de sua cultura.
Este é um livro que mistura, faz a massa e dá o ponto certo!

Regina Maria Dourado


Apresentação para o livro "Comida Se Tempera Com Cultura"
De Francisco Nilton Castro.
Patrocinado pelo Bompreço através do Programa Fazcultura.

É na mesa de refeição - e na cozinha - onde melhor se evidenciam as características e valores culturais de um país ou de um povo. A culinária sintetiza os hábitos, as tradições, as preferências do povo ou, como no caso do Brasil e da Bahia, a mistura de influências dos muitos povos que se congregaram num todo.

Mas a culinária, a arte culinária, ainda vai além. Adapta-se e, por conseqüência, reflete a dotação dos fatores econômicos do País nos ingredientes e temperos preferidos. É condicionada pela evolução histórica, sujeita-se aos dogmas religiosos, amolda-se às características e à evolução da ciência e do comércio. É a cultura do povo de uma forma muito vibrante e, talvez, da forma mais instigante aos sentidos.

Com tal importância, a culinária baiana mereceu neste livro "Comida Se Tempera Com Cultura" um tratamento muito cuidadoso, até carinhoso. E profundo. Como diz o autor, Francisco Nilton Castro, o livro não pretende ensinar culinária, mas traz um substancial volume de informações muito úteis para o entendimento da baianidade. Parte da análise histórica e sociológica, agrega um precioso dicionário de alimentos, ervas e processos e depois nos serve as receitas dos pratos baianos, onde a arte dos mosteiros portugueses se enriquece com o trato indígena e os temperos e magias da África.

O Bompreço sente-se muito feliz em participar desta obra e de ajudar, através da culinária, a tornar mais compreensível o fantástico mundo baiano, cadinho das raças e culturas que formaram o Brasil.

Tom den Hertog
Presidente do Bompreço

 


NOITE DE DEGUSTAÇÃO NO LANÇAMENTO DO LIVRO "COMIDA SE TEMPERA COM CULTURA"

FRANCISCO NILTON CASTRO (AUTOR)
APRESENTADO PELA ATRIZ REGINA MARIA DOURADO

DIA 05 DE AGOSTO DE 2003, ÀS 18 HORAS

NO SOLAR DO UNHÃO (AVENIDA CONTORNO, S/N)

 

Nilton Castro autografando

 

Nilton Castro e Obra

 

 

Nilton Castro e Obra

 

 

A equipe da Dona Benta c/ Nilton Castro